02/4 – Dia Mundial de Conscientização Sobre o Autismo

Estabelecida em 2007, a data tem como objetivo difundir informações para a população sobre o autismo, reduzindo a discriminação e o preconceito que cercam as pessoas afetadas pelo transtorno.

Os Transtornos do Espectro Autista (TEA) surgem na infância e tendem a persistir na adolescência e na idade adulta. Na maioria dos casos, manifestam-se nos primeiros cinco anos de vida. Pessoas com TEA frequentemente apresentam condições comórbidas, como epilepsia, depressão, ansiedade e transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH). O nível intelectual varia amplamente, indo desde deficiência intelectual profunda até habilidades cognitivas acima da média.

Embora algumas pessoas com TEA possam viver de forma independente, outras apresentam deficiências severas que exigem atenção e apoio contínuos ao longo da vida. Intervenções psicossociais baseadas em evidências, como terapia comportamental e programas de treinamento para pais, podem reduzir dificuldades de comunicação e comportamento social, melhorando o bem-estar e a qualidade de vida tanto das pessoas com TEA quanto de seus cuidadores. Além disso, é essencial que as intervenções sejam acompanhadas por medidas que tornem os ambientes físicos e sociais acessíveis, inclusivos e acolhedores.

Sintomas

Os sintomas do TEA podem ser agrupados em três categorias principais:

  1. Déficits severos na interação social e comunicação: ausência completa de contato interpessoal, incapacidade de desenvolver linguagem verbal, movimentos repetitivos e deficiência intelectual.
  2. Comprometimento moderado na interação e comunicação: tendência ao isolamento, falta de contato visual, fala presente, mas não utilizada como ferramenta de comunicação (por exemplo, repetição de frases fora do contexto), além de dificuldades na compreensão.
  3. Funcionamento próximo ao típico com dificuldades sociais: domínio da linguagem, inteligência normal ou acima da média, menor dificuldade de interação social, permitindo uma vida relativamente independente.

Tratamento

O autismo é um transtorno crônico, mas conta com abordagens terapêuticas que devem ser iniciadas o mais cedo possível após o diagnóstico. O tratamento envolve uma equipe multidisciplinar composta por médicos, psicólogos, fonoaudiólogos, pedagogos, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais e educadores físicos. A orientação aos pais e cuidadores é fundamental para garantir o melhor desenvolvimento da pessoa com TEA.

Cada indivíduo com autismo é único, e, por isso, é essencial que uma equipe especializada elabore um plano de intervenção personalizado, garantindo um suporte adequado para suas necessidades específicas.

Fontes:

  • Associação de Amigos do Autista

  • Blog da Saúde do Ministério da Saúde
  • Lei nº 12.764/2012 – Institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista